Após denúncia de estupro em alojamento, atletas devem participar de ações de combate à violência de gênero

  • 07/03/2026
(Foto: Reprodução)
Após denúncia, Semulher e FFAC fazem parceria para combater violência Após a denúncia de estupro coletivo envolvendo jogadores do Vasco-AC dentro do alojamento do clube, em Rio Branco, em fevereiro, a Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) e Federação de Futebol do Acre (FFAC) assinaram um termo de cooperação para fortalecer o combate à violência de gênero no ambiente esportivo. A parceria prevê ações educativas e de conscientização voltadas aos clubes e atletas como enfrentamento a violência contra a mulher. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp 👉 Contexto: Quatro jogadores do Vasco-AC investigados pelo estupro coletivo de duas mulheres estão presos no Complexo Prisional de Rio Brancio. Erick foi preso em 14 de fevereiro. Já no dia 17, a Justiça decretou a prisão temporária dos jogadores Matheus, Brian e Alex. Eles negam o crime. Segundo a proposta, a cada semana duas equipes da Semulher vão participar das atividades, garantindo que os 16 times credenciados na federação sejam contemplados com a formação. Parceria prevê ações educativas e de conscientização Reprodução Além disso, segundo a secretária da Semulher, Márdhia El-Shawwa, a iniciativa também prevê rodas de conversa com os jogadores, por meio do programa ‘Papo de Homem’. “Ter um papo direto com eles, o Papo de Homem, de como tratar, de como respeitar as nossas mulheres, a nossa sociedade, para que a gente tenha uma sociedade que respeite as mulheres, que não violente, que não bata e que também não mate”, afirmou. De acordo com o presidente da FFAC, Adem Araújo, com o compromisso assinado, jogadores de todas as idades devem ser alcançados pela iniciativa, que vai abordar também reflexões sobre masculinidades, respeito, prevenção à violência e responsabilidade social. LEIA MAIS O que se sabe sobre caso dos jogadores suspeitos de estupro coletivo em alojamento do Vasco-AC Patrocinadores rompem contrato com Vasco-AC após contratação do goleiro Bruno e prisão de jogadores Justiça nega recurso e mantém presos jogadores do Vasco-AC suspeitos de estupro coletivo “É uma forma da gente conscientizar os jovens envolvidos no futebol. Então, vamos viabilizar agora a palestra em todos os clubes de adolescentes a adultos, que são jogadores que estão no profissional”, detalhou. O presidente do clube Santa Cruz, Léo Raches, destaca que o futebol tem o poder de unir pessoas e que juntar forças é importante na busca por conscientização. “A gente sempre fala que os jogadores são um espelho para torcida e vice-versa. Então, eu creio que uma uma ação como essa, ela é boa para, vamos dizer, os atores do espetáculo, que são os atletas, mas eles espelham também nas ações de fora de campo, das quatro linhas”, declarou. Para o lateral do Santa Cruz, Alex Danilo, os jogadores podem ser considerados figuras públicas e, como qualquer outro homem, devem receber esse tipo de conscientização. “Então, quando você chega com a instituição, a federação que defende isso, essa importância dos direitos da mulher, de respeitar a mulher como um todo, acho muito importante, principalmente para o próprio respeito delas e o próprio respeito de nós com elas”, disse. A Rede Amazônica entrou em contato com o técnico do Vasco-AC, Erick Rodrigues, mas não obteve retorno. Jogadores presos por estupro coletivo Os jogadores Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior são investigados pelo estupro de duas mulheres em 13 de fevereiro na capital. Em nota anterior, o Vasco-AC afirmou que não compactua com qualquer forma de violência e que adotará as medidas cabíveis no âmbito interno, conforme o andamento das investigações. Caso foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em 14 de fevereiro. À época, o delegado Alcino Souza, que estava de plantão, informou que encontrou as vítimas na Maternidade Bárbara Heliodora. Segundo ele, as mulheres haviam procurado a delegacia pela manhã, mas não conseguiram formalizar a ocorrência e foram encaminhadas para atendimento médico. Os quatro jogadores do Vasco-AC suspeitos pelo crime de estupro devem ficar presos por até 30 dias As vítimas relataram medo de retaliação e foram orientadas por uma assistente social a registrar a denúncia. Ainda conforme a polícia, as mulheres foram ao alojamento para se relacionar de forma consensual com os jogadores, mas teriam sido submetidas aos abusos posteriormente. "Você só vai até o ponto em que ambos querem. Então, foi nesse contexto a situação", resumiu o delegado. Os três jogadores tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça no dia 15 de fevereiro, no mesmo dia em que Erick Serpa, o quarto envolvido, teve a prisão mantida pela Justiça. No dia 17, os três jogadores se entregaram à polícia. O primeiro a se entregar foi Alex Pires Júnior (Lekinho), que foi até a Delegacia de Flagrantes (Defla), acompanhado do treinador Eric Rodrigues e do advogado Robson Aguiar. Matheus Silva e Brian Peixoto Henrique Iliziario foram até a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) com o advogado Atevaldo Santana. Ministérios repudiam homenagem a jogadores presos suspeitos de estupro coletivo no AC No dia 19 de fevereiro, o Vasco-AC fez sua estreia na Copa do Brasil na Arena da Floresta, em Rio Branco, e acabou eliminado pelo Velo Clube nos pênaltis. Antes da bola rolar, no entanto, o time acreano chamou atenção ao entrar em campo com camisas que estampavam os nomes de três dos quatro atletas presos. Contudo, a ação foi repudiada em conjunto, pelos ministérios das Mulheres e do Esporte, que classificaram como 'inaceitável' a homenagem. O gesto dos atletas também é investigado pelo MP-AC. Além da ação, o órgão também vai fazer investigação própria sobre a denúncia de violência sexual e vai analisar se houve possível omissão da justiça desportiva do estado. A Justiça do Acre negou a liminar de habeas corpus solicitada pela defesa dos jogadores Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior, suspeitos de estupro coletivo contra duas mulheres dentro do alojamento do clube, na madrugada de 13 de fevereiro, em Rio Branco. Justiça nega liberdade de jogadores do Vasco-AC, presos por suspeita de estupro coletivo Arquivo/Jhon Lennon e Sueli Rodrigues Com isso, o jogadores seguem presos no Complexo Prisional de Rio Branco. A informação foi confirmada ao g1 na última quarta-feira (4) pelos advogados dos jogadores, Robson Aguiar e Atevaldo Santana do Nascimento. Conforme o advogado Robson Aguiar, defesa de Alex Pires, o pedido de revogação da prisão foi feito em 19 de fevereiro, contudo, o Ministério Público do Acre (MP-AC) se posicionou contra a liberdade no dia 27 do mesmo mês. Já o advogado Atevaldo Santana, que defende Erick, Matheus e Brian, confirmou que teve pedido de liberdade negado no dia 13 de fevereiro, assim, os jogadores também tiveram a prisão temporária mantida. Ele entrou com recurso contra a decisão no dia 27 de fevereiro. Reveja os telejornais do Acre

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/03/07/apos-denuncia-de-estupro-em-alojamento-atletas-devem-participar-de-acoes-de-combate-a-violencia-de-genero.ghtml


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