Banco Master: PF investiga aplicação irregular de R$ 107 milhões da previdência em Cajamar

  • 13/05/2026
(Foto: Reprodução)
Banco Master: PF investiga aplicação irregular de R$ 107 milhões da previdência em Cajamar A Polícia Federal de Campinas (SP) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (13), uma operação para investigar a suspeita de gestão temerária na aplicação de R$ 107 milhões do instituto de previdência dos servidores públicos de Cajamar (SP). A apuração mira possíveis irregularidades em investimentos de alto risco no Banco Master, sem análise técnica adequada, com falhas de governança, ausência de estudos de risco e possível favorecimento a emissores específicos. Policiais federais cumprem seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Cajamar (SP), Boituva (SP) e São Paulo (SP). Os alvos são gestores do fundo de previdência de Cajamar que participaram do processo decisório. A 9ª Vara Criminal Federal também determinou o afastamento de servidores das funções públicas e bloqueio de bens dos investigados. Investigação Segundo a PF, a investigação começou a partir de informações sobre irregularidades na aplicação de aproximadamente R$ 107 milhões em quatro Letras Financeiras emitidas por dois bancos privados. A corporação informou que o nome da operação, “Off-Balance”, se refere ao desequilíbrio entre a gestão prudente dos recursos da previdência e a adoção de riscos inadequados para a segurança de um fundo previdenciário. Banco Master: PF investiga aplicação irregular de R$ 107 milhões da previdência em Cajamar Polícia Federal/Divulgação MP alertou risco de perda A Procuradoria do Ministério Público de Contas de São Paulo (MPC-SP) alertou, em abril do ano passado, que pelo menos cinco institutos de previdência de servidores municipais no estado haviam investido centenas de milhões de reais no Banco Master — entre eles, o de Cajamar. A crise do Banco Master levou à liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central e à prisão do dono, Daniel Vorcaro. A Polícia Federal investiga suspeitas de fraude financeira, lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo o grupo. Nos últimos anos, o banco passou a oferecer CDBs com juros muito acima do mercado para atrair investidores e levantar recursos rapidamente. Segundo especialistas e investigadores, a instituição enfrentava dificuldades financeiras e dependia de novas captações para manter as operações. As investigações apontam ainda o uso de ativos de baixa qualidade e supostas carteiras de crédito falsas para transmitir uma aparência de solidez financeira. Tentativas de venda do banco fracassaram após questionamentos sobre transparência e riscos da operação. O caso também expôs os limites do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que deverá desembolsar cerca de R$ 51 bilhões para ressarcir clientes das instituições do grupo. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/05/13/pf-investiga-aplicacao-irregular-de-r-107-milhoes-em-instituto-de-previdencia-de-cajamar.ghtml


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