Filho diz que matou padrasto para vingar mãe atropelada, mas família contesta e relata conflitos
13/04/2026
(Foto: Reprodução) Filho diz que matou padrasto para vingar mãe atropelada em Cajuru, mas família contesta
A família de um casal morto em Cajuru (SP) no último domingo (12) contesta a versão dada pelo filho, que foi preso. À Polícia Civil, Alex Marques, de 39 anos, disse que espancou o padrasto até a morte após descobrir que ele atropelou e matou a mãe no sítio da família.
No entanto, a família aponta que o filho tinha divergências com a mãe e o padrasto e que houve uma discussão entre eles momentos antes dos crimes.
“Minha avó não queria que ele morasse na casa deles, mesmo assim ele estava morando e ainda levou o filho para morar lá um tempo. Minha avó não estava querendo porque ele bebia, usava drogas, queria brigar com a minha avó, discutir com a minha avó, e o Ernesto não podia falar nada que a minha vó tinha medo já de acontecer isso aí”, afirma Eliton Luis da Silva, neto do casal.
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Luzia Marques e o marido, Ernesto, foram mortos em Cajuru, SP
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A perícia deve apontar a dinâmica das mortes. O caso é investigado como homicídio.
Os corpos de Ernesto Raimundo Filho, de 68 anos, e Luzia Marques, de 74 anos, foram enterrados nesta segunda-feira (13) em Cajuru.
Segundo a polícia, Alex foi encaminhado à Cadeia de Santa Rosa de Viterbo (SP). O g1 não localizou a defesa dele até a última atualização desta matéria.
Versão de Alex à polícia
De acordo com o boletim de ocorrência, a família estava reunida no sítio, consumindo bebida alcoólica, quando Alex deixou o local para ir até a cidade comprar mais. Com ele no carro estavam o filho, de 20 anos, e um amigo dele, de 21.
Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, na volta, eles cruzaram com o carro de Ernesto na estrada e Alex acreditou que a mãe estava com o marido.
Alex Marques foi preso por matar padrasto em Cajuru, SP
Arquivo pessoal
Alex afirmou à polícia que, ao chegar ao sítio, encontrou a mãe morta, na porteira. Segundo ele, Luzia estava em 'estado deplorável'.
Aos policiais, Alex também disse que 'ficou tomado pela raiva' e fez o retorno com o carro para ir atrás de Ernesto. Ele encontrou o padrasto na Avenida São Sebastião, no acesso para a Rodovia Abrão Assed (SP-333), e passou agredi-lo. Ernesto morreu no local.
Luzia chegou a ser socorrida pela família, mas também não resistiu.
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Suspeitas da família
O genro do casal, Rael Lemos de Freitas, diz que o sogro amava a esposa e não tinha motivos para atropelá-la levando-a a morte. “Ele não ia fazer isso nunca”, afirma.
Segundo Rael, houve uma discussão no local antes de o casal ser achado morto. A chegada de Alex com bebidas e drogas ao sítio teria causado o desentendimento.
“A minha sogra não aceitou mais meu sogro a situação. Houve uma discussão entre eles e, a meu ver, o pessoal estava lá discutindo com a minha sogra e com o meu sogro. Logo em seguida, a minha sobrinha estava na casa de baixo. Ela escuta gritos falando para parar. Isso já era envolvimento de briga. E esse carro saiu, um carro acelerado. Não foi o do meu sogro. A minha sobrinha subiu correndo, chegou lá e a minha sogra já estava no chão, sem vida. Meu sogro, com certeza, tentou ir atrás de ajuda, foi onde eles vieram atrás do meu sogro e o Alex, que é o filho, acabou por fazer essa barbaridade tirando a vida do Ernesto.”
Corpos de Ernesto e Luzia são levados a cemitério em Cajuru, SP
Luciano Tolentino/EPTV
Rael diz que a sogra tinha marcas de atropelamento pelo corpo, mas também sinais de ferimentos que podem ter sido feitos com um martelo e uma faca encontrados no local.
“Ela tinha marca na testa uma marca de martelo, atrás [nuca]. Ela estava bastante machucada. Como um atropelamento ia afundar [a cabeça e a nuca]?”, questiona.
Os corpos de Ernesto e Luzia passaram por exames no Instituto Médico Legal (IML) de Ribeirão Preto antes de serem liberados para o enterro.
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